Sunday, October 08, 2006
Wednesday, September 27, 2006
Complicações no Piercing
por Andréa Watanabe
Oral
Alguns dos problemas mais comuns com o piercing oral é ocorrer inflamação da gengiva e fratura dentária. Além disso, mas um pouco menos freqüente, podem ocorrer casos em que a peça é engolida ou em que a pessoa perde o paladar. Em raríssimos casos, a língua fica muito inchada, o que pode obstruir as vias aéreas e impedir a respiração. Cicatrização: de uma a duas semanas.
Rosto e Corpo
Entre aqueles mais usados pelos jovens e adolescentes, o piercing colocado na orelha é o que menos costuma infeccionar. Por ser uma região pouco irrigada e de fácil higienização.
Mamilos
Nos mamilos, a coisa pode complicar um pouquinho. A jóia pode causar abscesso de mama, devido ao pus acumulado por processo inflamatório. A contrário do que muitos pensam, a colocação de piercing nos mamilos não atrapalha a amamentação.
Cicatrização: nariz, um mês; queixo, uma a duas semanas; lábios, de uma a duas semanas; sobrancelha, de uma a duas semanas; umbigo, de seis meses a um ano; mamilo, de uma a duas semanas.
Genitais
Apesar de aumentar muito o prazer, segundo relatos de quem o fez, o piercing genital é muito perigoso, pois pode provocar irritações, quelóides e até rejeição. Eles ficam em uma parte do corpo úmida, quente e de pouco respiração e são freqüentemente roçados em roupas, sejam elas apertadas ou não.
Cicatrização:
- Masculinos: glande, duas a três semanas; saco escrotal, uma a duas semanas; pele que fica baixo da glande (frenun), uma a duas semanas; abaixo do saco escrotal, perto do ânus (guiche), uma a duas semanas.
- Femininos: capuz do clitóris, uma a duas semanas; clitóris, uma a duas semanas, lábios internos, uma a duas semanas; lábios externos, duas a três semanas.
Rejeição:
A rejeição ocorre em várias situações. Quando a perfuração é superficial, ela fecha com muita facilidade, expelindo o piercing. Pode haver rejeição também quando o tamanho, o material e o peso do piercing não são comportados pelo local do corpo escolhido para a perfuração. Além disso, a aplicação de produtos inadequados na época de cicatrização e a colocação de forma equivocada podem provocar a rejeição do piercing pelo corpo.
Thursday, September 21, 2006
Curiosidade...
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
Que já têm a forma do nosso corpo...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...
É o tempo da travessia...
E se não ousarmos fazê-la...
Teremos ficado... para sempre ...
À margem de nós mesmos..."
(Fernando Pessoa)
História do Piercing
Por Andréa Watanabe
A utilização de jóias expostas é feita há mais de 5000 anos por várias tribos em todo o planeta e pelos mais variados motivos, desde altamente religioso passando até pelo puro e simples modismo. É notório o uso por tribos na América do Sul, África, Indonésia, nas castas religiosas da Índia, faraós no Egito antigo, além de soldados romanos.
No século 18 e 19 foi disseminado por toda a classe média e a aristocrática e foi esquecida na Europa no século 20, reaparecendo em 1970, na moda de Londres e em artistas considerados pertencentes ao underground. Na década de 90 ganhou muitos adeptos, devida a atenção que recebeu.
O piercing carrega ao longo do tempo uma gama de significados dentre eles estão:
Língua – Nos templos Astecas e Maias, os sacerdotes faziam o uso desta arte como parte de um ritual de comunicação com os deuses. Mil anos depois esta prática se mantém popular, embora os motivos sejam outros.
Lábios – A boca e os lábios são partes sensuais do corpo e poderosos afrodisíacos, sendo natural que as mais altas castas dos Astecas e Maias adornassem seus lábios com labutes de puro ouro. Já na África, as mulheres da tribo Makolo vestem pratos chamados ‘Pelele’ nos lábios superiores para atrair os homens de sua tribo. Tribos de indígenas da América Central e do Sul fazem piercing nos lábios inferiores e alargam os furos colocando pratos de madeira. Hoje é comum o piercing nos lábios inferiores, mas também está se tornando popular no lado superior, imitando uma pinta.
Nariz – Ou nostril (aba do nariz) vem do Oriente Médio há 4000 anos, se espalhou pela Índia no século 16 sendo adotado pelas castas nobres. Cada jóia distinguia a casta e sua posição social. Na década de 60 e 70, foi trazida para o Ocidente por meio da cultura hippie que viajou pela Índia nesta época. Os punks e outras tribos de jovens nas décadas de 80 e 90 adotaram com muita facilidade e hoje em dia ainda continua muito popular.
Mamilos – Era considerado como símbolo de força e virilidade. Nativos da América Central costumavam a fazer uso deste piercing com a finalidade de marcar a transição da masculinidade. Em 1890 foi uma verdadeira ‘coqueluche’ entre as mulheres Vitorianas que fazia piercing em seus mamilos com jóias confeccionadas em famosos joalheiros de Paris. Algumas chegavam a fazer nos dois mamilos e unia-os com uma bela corrente de prata.
Fonte: Tattoo Creator, ano I edição 01.
História da Tatuagem
por Andréa Watanabe
Existem muitas teorias que tentam explicar a origem da tatuagem, mas até agora todas elas apresentam controvérsias. Embora em todas há um único ponto em comum, da evolução humana estar ligada à história da tatuagem.
Desde o Período Paleolítico, quando os homens viviam em cavernas, já utilizavam marcas no corpo como símbolo de coragem e bravura.
No Taiti, acredita-se que a prática da tatuagem seria de origem divina. Em 1779, o capitão James Cook desembarcou no Taiti, e se surpreendeu com homens e mulheres de corpos cobertos apenas por desenhos. Em seu diário, há escrito a palavra “tataw”, o som do pequeno martelo usado para colocar a tinta na pele batendo em ossos finos como agulhas.
Acredita-se que a palavra tatuagem tenha se originado na palavra “Tatu” que no Taiti significa “desenho no corpo”.
Documentos históricos atestam que a tatuagem era praticada no Egito antigo, entre 4000 e 2000 a.C., no Japão e na China há mais ou menos sete mil anos. Há registros de tatuagem entre os Celtas, Pictos, Vikings, Normandos, Dinamarqueses e Saxões.
No Egito, o hábito de imprimir símbolos na pele tinha um significado religioso. A sacerdotisa Amunet possuía vários pontos de tatuagens como mostra de fertilidade e longevidade. As múmias são provas concretas desta arte e a mais antiga foi encontrada na Itália e data de 5.300 anos antes de Cristo. Ela estava congelada em um bloco e suas tatuagens uma acompanhavam toda a espinha dorsal, uma cruz numa das coxas e tribais em toda a extensão da perna.
Em 1691, o pirata e explorador William Dampier, levou à Londres um nativo das Filipinas, cujo corpo estava coberto por tatuagens. Este nativo era o príncipe Giolo que foi escravizado e exibido como atração exótica.
Na Idade Média, a Inquisição perseguiu os portadores de cicatrizes, má formação e qualquer desenho sob alegação de pacto demoníaco. Essa caça se justificou por na maioria dos textos bíblicos, os profetas eram identificados por meio de marcas em seus corpos, a Igreja estando a serviço dos senhores feudais tentou acabar com os redentores do povo. Essa perseguição durou umas centenas de anos e vários povos assimilaram-na como legitima e até hoje há reflexos disso em forma de perseguição social, cujo preconceito faz com que as pessoas tatuadas sejam discriminadas como marginais e nocivas à sociedade.
No Japão essa arte foi usada por famílias mafiosas, Yakuza. São feitas tatuagens nas costas, antebraços, tórax para expressar a beleza, sorte, coragem e honra entre eles. É comum a arte bizarra que consiste a pele tatuada como matéria-prima para objetos de decoração. Além de poder ser considerado uma forma não verbal de comunicação, também é considerada como um indicativo de lealdade para com a família que se faz parte.
Quando os portugueses aportaram no Brasil em 1500, os nativos já se utilizavam desta arte, costume que dura até hoje. Entre 200 etnias que vivem em nosso território, existe uma gama muito grande de desenho, embora poucos são os índios que praticam a tatuagem definitiva. Os Kadiwéu, remanescentes dos Guaikuru são famosos por seus desenhos refinados e de formas geométricas. O processo da tatuagem era muito doloroso e era feita entre os 14 e 16 anos, considerada a idade onde o jovem já tinha força para suportar. A pele era furada com espinho até que o sangue escorresse e se colocava cinzas de folhas de palmeira ou tinta de jenipapo. O ferimento inchava e isso causava muita dor ao tatuado, depois a casca do ferimento caia e desenho ficava azulado. O desenhos eram exibido com orgulho, pois atestavam a coragem do individuo. A mulheres Mbaya, assim como as Guaikuru se tatuavam com espinho e tinta de jenipapo, provavelmente isso ocorresse na puberdade. A preocupação com a aparência fazia com que se depilassem as sobrancelhas e até os cílios, havia o costume de limar os dentes incisivos.
As pinturas saiam com o tempo e eram feitas com:
Pigmentos vermelhos eram usados urucum e fazia-se o acabamento do fundo.
Pigmentos brancos eram usados polvilho da palmeira ou tabatinga, uma argila de tom claro.
Pigmentos pretos eram usados jenipapo e faziam-se os contornos.
Em tempos de guerra não se usava o urucum, o corpo todo era coberto de preto, cujo objetivo era o de camuflagem e o de aterrorizar o inimigo.
Fonte: Santa Pelle News, ano III edição 03
Tattoo Creator, ano I edição 01







